sábado, 20 de fevereiro de 2010

Pudor

Afasto-me da monotonia, detesto gente morna, procuro sorver cada gota de entusiamo que o outro me oferece,de gente intensa, quente...Viajo em cores, aprecio sem nenhum pudor a infinitude do olhar daqueles que me gostam...
Estar por perto faz parte do incomum, mundo louco, roto que tento remendar construindo minhas pontes...
Achego-me, esgueirando, tentando acabar com a tensão inicial, vou comendo pelas beiradas para não me queimar, dou um tempo, mas não arrefeço...Perde a graça...
Dou voz a minha vaidade quando percebo intuitivamente não ser desejada, afasto-me, dou espaço , recolho-me ao silêncio inicial, traçando outro caminho...Outros desejos...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

imaginação


O que gostaria de recordar, vamos ver....
Nossos momentos(poucos, na verdade), podemos definir como intensos, apressados, com um quê  angustiante, mas na verdade perdi tempo.
Não digo em compartilhar o clichê, de corpos nus entrelaçados ou o pieguismo da cena em si, mas algo mais, muito mais...
Perdi tempo em não decorar-te como pretendia, ficando preocupada com o tempo disposto, curto que nos restava, ou mesmo se soaria vulgar alguma deixa que perdeu-se dentro do céu da minha boca.
Do timbre da sua voz, sussurrando ávido em querer despertar meu  lado mais obsceno.     
Em olhar em mínimos detalhes, cada pêlo, dedo, unha, pés, sexo, encará-lo e declará-lo meu amante, mas o pudor hipócrita me conteve...
Assim, só posso recordar-me do que gostaria de ter vivido, com impressões e cicatrizes...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

sozinha

Por vezes penso que gostaria de compartilhar fragmentos de sonhos meus, por vezes não...

SEM TEMPO

NÃO TENHO TEMPO
PRÁ ISSO OU MUITO MENOS AQUILO
NÃO TENHO TEMPO PRÁ PASSAR EM BRANCO
DE NÃO SENTIR E FICAR NO VAZIO
DE SOFRER E NÃO SABER POR QUÊ
DE CHORAR SEM LÁGRIMAS
DE NÃO SER FELIZ
DE ESPERAR E NINGUÉM VIR
DE NÃO TER ESPERANÇA
DE TER MEDO DO QUE JÁ CONHEÇO
DE QUERER  QUE NÃO ME PERTENCE
DE VER A CHUVA DA JANELA E NÃO ME MOLHAR

NADA

DO NADA QUE TENHO PARA TE DAR
OFEREÇO O IMPROVÁVEL, POIS DELE ME ESMERO
SEGURANÇA, JAMAIS...
MAS, PELE LEVE...
ABRAÇOS QUENTES
TALVEZ O MELHOR DE MIM,
O QUÊ NÃO FAZ PARTE.
NÃO SOU REAL, MAS UMA PROJEÇÃO NA LUZ
OU NA SOMBRA...
NÃO DIGO VERDADES
ARRISCO,  MACHUCO 
 FUNDINDO-ME EM SUAS MÃOS
VOU REFAZENDO UMA IMAGEM
DO QUE PENSEI NÃO EXISTIR MAIS


    

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ei, escuta ser estranho...
Guardo esse momento como um luto, recolho-me a pensar...
Ando sombria, melâncolica...fria
Aos poucos desfaço-me ao que remete sua lembrança, te exorciso do meu corpo para nunca mais voltar...
Mas como doi...doi...
Meus dedos sangram, e o inverno faz-se dentro de mim...
Isso faz sentido?
O contorno dos dias não podem ser mais opacos...
Nem o cheiro do novo é o que quero...
As palavras não aparecem, patética...
Minha carne antes tesa anda flácida e sem vida
A luxúria, nossa!Essa me abandonou, fugiu e nem apagou a luz ao sair...
Fiquei a ver o mais completo vazio, sozinha ...
Mas sei que a dor quando é muita, amortece e depois nem doi tanto
Acostuma-se
Por isso volto-me, dedicada ao meu luto...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

indesejada



Desculpe-me por ter invadido seu espaço, sem nenhum convite...Ter violentado sua conduta, roubado beijos não desejados...Ter abusado do seu corpo e tempo...Ter proferido palavras que custavam ser ouvidas e digeridas, jogando em sua cara, com a cara mais lavada sentimentos tão intensos que soaram como bofetadas...Ter vomitado em seu colo minhas angustias e desejos mais intímos e usurpado seus pensamentos, colocando em troca a minha imagem mesmo que indesejada...Arrancar pêlos e pele como se fossem meus...Ter comido em pedaços, cada parte de você com fome voraz e ainda assim não conseguir saciar meus instintos...Ter sentido em seus olhos um quê de não sei quê, tão diferente daquilo que dizia...Ter feito de você minha principal fonte de prazer (de vida e carne) sem me dar conta disso...Desculpe-me pelo hábito de desculpar-me, orgulhosa demais para ter aprendido a pedir permissão
momento meu sem tempo definido, espaço meu ,sem paredes ou conceitos onde digo o que quero mesmo a quem não quer ouvir pois essa sou eu mesma a quem às vezes não quero ouvir

APRECIADORES

TENTANDO DESCOBRIR...

Minha foto
NA DUALIDADE DE MINHA ALMA ANDO CONFUSA...