quarta-feira, 30 de junho de 2010

entre mim e você

Adoro seu senso de humor!
Vai de Nietzsche à Wando com tanta leveza que me cala...
Sua pieguisse estratégica me tira o sono, flutuo , consigo deslindar meu gosto ...
Esferas coloridas, espirais em desnorteio no tempo que mede meu anseio...
Ama minhas verdades maquiadas, que sei...
Caímos então no absurdo incontestável do pressuposto...
Em sonhos dormidos, largados,  deixamos a crueza ...
Ali vamos nós à delicia de ser você e a sua louca ingênuidade de crer em mim.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Hoje roubei sua presença...
Ao tomar para mim, seus pensamentos,
Me faça rir sempre e serei tua...

domingo, 27 de junho de 2010

...VAI PASSAR...

VULGAR DEMAIS SERIA...

Situações corriqueiras...
Levantar, pequeno almoço...
Café, pasta de dentes...
Banho,trabalho, dirigir...
Almoço, encontros , férias...
Pilulas contra enxaqueca...
Comum, frugal...
Impossível seria listar, entre essas
e outras situações, ser mais um cheiro
ou lembrança perdida entre lençóis
e abraços casuais...

Vertigens etílicas

Voltando de um jantar entre amigas, depois de algumas taças de vinho, delícioso e aromático Pinot Noir,   
sentiu-se transportar...
Sua boca, entumecida e vermelha , o rosto levemente rosado, cabelos um tanto desalinhados, era seu reflexo
em muitos dos vários espelhos estratégicamente dispostos no ambiente charmoso e sofisticado.
Entretanto percebeu, que a imagem refletida, parecia-lhe ter saído de um quarto onde a tudo permitiu-se acontecer...
O manobrista abriu-lhe a porta do carro, aquele aroma de couro e perfume que era seu, a fez sentir-se muito confortável e ambientada...
Ajeitou o espelho para novamente identificar quem era aquela mulher...e a visão a agradou , algo que lhe excitava a alma, pura vaidade...
Seguiu para casa, ouvindo algo cheio de acordes sensuais, remetendo seus pensamentos a ele...
Foi então experimentando e explorando todos as formas sensoriais, sentiu suas palpebras pesando, como um misto de relaxamento e entrega, ouvia uma segunda respiração que não era a sua...
Era como se ele a envolvesse em seu toque delicado e firme, braços enérgicos a aquecendo e aninhando...
Envolveu-se instantaneamente ao apelo concreto das suas vontades...
Fugas e delicioso
Particularidades que só seu eu importava, e que ela fazia questão de dividir com ele.

Nunca olhas para mim...!


"...um amor sem tempo nem barreiras, onde um ateu fala em alma e luz, roga à Deus os caminhos de sua amada, mistério do contrasenso e paradoxo genético que me assola a alma, mas no fundo todos buscamos o mesmo..."   

Não olhas para mim, porque estou velha...!Sempre me dizes ...!Eu nada te respondo, porque estou mais velho também...!
Engana-te, Querida!Não se passa um segundo em que meus olhos não te vejam.Lembra-te, faz 67 anos, tinhas 13 e eu 17 e, desde então, nunca me saiste do coração e do pensamento.Eu era moço e tu eras moça, eu te olhava e tu me olhavas com olhos encantados com o conjunto exterior que impressionou nossas Almas em nossa risonha e saudosa Juventude...!
Não olhas para mim, sempre me dizes...!E não podes calcular nem compreender quanto me feres, quando assim me falas...!Nota que o meu silêncio é profundo porque as tuas palavras vão me caindo n'alma não como gotas de alegria e luz, mas como golpes que me vão lentamente amortalhando a triste e desolada Alma, orvalhada com o pranto da minha intima e profunda tristeza...!
Não olhas para mim, constantemente dizes...!E como hei de olhar para a tua idolatrada imagem, se Ela é venerada e vive no altar místico Sacrário do meu coração porque és Alma da minha Alma...?!
Não olhas para mim, sempre repetes...!E essas palavras vão caindo no meu coração como roxos lírios atirados sobre um túmulo desmoronado, já em ruínas, próximo a desaparecer...!
Não compreendes que se estou vivo é porque Tu, também, ainda vives...?!
Não sabes que eu já pedi à Deus que quando Tu partires eu parta junto, porque a Tua vida é a minha vida...?!
Não rememoras, no recôndito do teu Ser, que a Luz que sempre se irradiou do teu luminoso Espírito tem sido o meu deslumbrante Fanal clareando e guiando-me pelas sendas que em tantas vidas já vamos percorrendo juntos...?
Não sabes que o destino da minha Alma é seguir sempre irmanada com a tua,  da qual recebe irradiações de bondade do teu elevado Espírito, que é a Luz balsamica da minha felicidade...?
Não olhas para mim, dizes...!Se pudesse entrar em meu peito  quando assim me dizes verias que as tuas palavras vão tecendo o sudário que me vai envolvendo a Alma na mais profunda tristeza e melancolia...!
Nunca olhas para mim...!E eu, no meu silêncio, vou sentindo o dolorido sofrimento que essas palavras produzem no meu já combaido Espírito...!
Não olhas para mim...!E isso me dizes porque não compreendes ainda, que tua Vida é mais que a minha própriaVida ponderável, a tua Vida é mais ainda: É a vida espíritual do meu Espírito...!
Nunca olhas para mim ...!E não podes, porque não é possível imaginar o que se passa no meu Pensamento sempre que isso me repetes...!
Nunca olhas para mim...!Essas breves palavras são uma triste mortalha que envolve uma dolorida Alma e um combalido Coração...!
Por que sempre assim me dizes...?Não recordas que desde a minha juventude foste a primeira e unica semeadora de flores no pobre e triste jardim da minhaVida...?
Não te lembras que quando de novo te encontrei no meu Caminho e na minha Vida era um desolado e ressequido Campo e que dele fizeste um ridente e florido Jardim...?
Agora, Querida, olha para as Flores que plantastes para a minha e a Tua alegria, para a Tua e minha felicidade...!

Francisco Villanueva- in Gotas de Pensamento em Flores no Caminho 1966    

quinta-feira, 24 de junho de 2010

SEM FOLEGO

Disposta a mergulhar, ir fundo, perder o ar...
Entregar-se, sem luta, render-se...
Mas precisa além de um espelho d'água 

sexta-feira, 18 de junho de 2010

conjugação

eu fui
eu era
eu sou
o agora

01032009

Olhando o tempo carcomer esse seu céu nublado, enrolar a língua em frases curtas de tanto álcool.
Comer um bolo gorduroso e café forte com leite e açúcar e cardamomo e cerejas e olhares nervosos e
hálito de agora mesmo, eu te cato, senão adianta, eu roubo um afago no braço fingindo ser seu amigo.
Fingindo não querer te levar para o canto.Já num gerúndio incorreto, na manhã te levando para o canto, grogue da mesmice ela concorda e no canto não tem saída.No canto ninguém fica impune e no canto ela concorda com tudo isso, serena porque é tudo muita mesmice em volta.Ela concorda sem expectativa, mas certa do que quer, vamos para o canto.

sábado, 12 de junho de 2010

Queria sim, sair...Sair dessa prisão...Rasgar minha pele, fragmentar-me e voar...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Meu hoje

Até hoje perplexo
ante o que murchou
e não eram pétalas.
De como este banco
não reteve forma,
cor e lembrança.

Nem esta árvore
balança o galho
que balançava.

Tudo foi breve
e definitivo.
Eis está gravado

Não no ar, em mim,
que por minha vez
escrevo, dissipo.



[Drummond - Ontem
 

...e quando encontrar-me, pelos cabelos prenda-me, rendo-me ao olhar, mas não vacilo às palavras...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Porque agora é hora de partir...

                                    Poetizou-lhe o corpo, acertou o ponto, errou a medida...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

SER ASSIM...

Meus desejos são impetuosos, mas o corpo responde suavemente...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Poucas palavras do muito que tenho sentido

Por que não pede-me com urgência?Dispa-se na minha frente, revele-se, diz-me...
Tire-me da espera dos dias, dias que escolhe como quer...
Há tempos sua falta não era-me tão doída...
   
momento meu sem tempo definido, espaço meu ,sem paredes ou conceitos onde digo o que quero mesmo a quem não quer ouvir pois essa sou eu mesma a quem às vezes não quero ouvir

APRECIADORES

TENTANDO DESCOBRIR...

Minha foto
NA DUALIDADE DE MINHA ALMA ANDO CONFUSA...