terça-feira, 31 de agosto de 2010

Recado

              Leve-me, leve...enquanto espero

terça-feira, 24 de agosto de 2010

como em casa...

Aqui me fiz inteira, não há separações em silabas, perfeito ! Não sei ser metade nem em palavras, então comecei , espanei o pó... Montei frases arrastando móveis e escondendo entulhos debaixo do tapete...
Preparei com o mais perfeito aniz estrelado, o chá da madrugada, para meus melhores sonhos que estão para chegar.Para minhas mentiras, ou meias verdades, cuidado especial... junto com as rendas e sedas em duas peças, em pequenas caixas, embaladas em celofane azul, para não amarelarem... não às usarei por um tempo...
Pronta para partir, ou quase isso... arrumo tudo para dar um certo ar de distinção à cena...
Custa-me libertar, custa-me sair a mancha, custa-me desacostumar, custa-me deixar.

desapego dela

                           Mas sinto que quando dela me fazia, nela encarnava, nela eu vivia...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

estrada

Depois de estar exaurida de tropeçar em grãos de areia, cair muito e esfolar sua casca, verter algo que lhe parecia sangue, mas era na verdade sua essência, resolvida a dinamitar sua pequenez e voltar ao grande lar.
 

domingo, 22 de agosto de 2010

Tempo, em mim é inteiro

"... enquanto preocupa-se na pele, como um sopro que lava de toda memória, os dias contados em citrinos e pérolas, minutos demasiado longos de um passo ao outro.
Tua chegada em minha despedida...se fez distânte de mais, agora já amainou a tempestade..."

Um dia é maior do que a soma
das suas horas, às vezes comporta
todos os invernos e as estações assombradas
pelos prejuízos do prazer.
Eu e tu, que desculpa ainda nos justifica?
A cidade não foi feita para as nossas pretensões,
está apenas alastrada por dentro de nós, crispação
de pedras e espinhos no laço desfeito entre as veias.
Adiantamos o corpo aos rolamentos da noite,
é a própria razão que nos ilumina os atalhos para o esquecimento.
Um ano inteiro não será suficiente para tudo o que não nos acontece.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Linha ocupada

Meus desejos chamam por você, mas o sussurro das sombras ainda falam mais alto...

Em noite de dor

mãozinhas pequenas massageavam o corpo dolorido, dentro da sua inocência não podiam sequer imaginar que aquela senhora , de preto já havia marcado o encontro, data e hora ainda indefinidas, mas próximas...
Ouviam-na chorar de dor, mas mais por saber o que  representava, ela sabia...
Era nesse momento que suas realidades convergiam, voltava ser quem era...
Abraçava sua sombra, e arqueava levantando-se da cama, fundindo alma e corpo já exaustos.O gosto metálico na boca, misturado ao mais profundo sofrimento por não conseguir desatar os nós, fez com que dormisse embalada ao som da vozinha delicada de amor pulsante...  

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

texto inacabado

Ando pelo intervalo do ir e vir...
Não me encaixo em nenhum latifundio, nem em barranco qualquer
Perdi por hora, meus tesouros, minhas jóias
Procuro e não alcanço, a distância de um braço o apoio que preciso
para continuar sem medo...
Gente que vai, gente que vem...mudo o cenário, mas como já disse,
o texto continua o mesmo
As lacunas vão ficando maiores, mais mundos tenho que colher para
preeenche-las, a cada dia, mais fome, mais devoro, menos me sacio.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

BRISA

PASSOU,
e ela nem percebeu...esforçou-se para que não, mas foi inevitável, nela ninguém deixa sua marca, não sangra nem dói...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

SENHAS

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Não, não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem

DIFERENÇAS

‎Gostaria que pudesse imaginar a vista que tenho daqui, da perspectiva dos meus sonhos, avesso infelizmente aos seus, demasiado forte e anguloso, distânte e absurdamente confuso...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

BREVEMENTE COMIGO

Abrace-me ao chegar, não combine frases com olhares
Veja meu avesso, e adore-o...
Divida comigo seus medos e inquietudes, que lhe dou com prazer
o dragão que mora em mim...
Acaricie meus cabelos, faça-me te amar por fora pois por dentro
não há espaço...
Ouça as palavras presas no céu da minha boca, mas cuidado elas são tão
doces, que pode enganar-se...
Aqueça meus lençóis antes que partilhe com você, seja delicado, finja que
acredita em meus delirios...
E depois de tudo, do destino cumprido, das palavras não ditas,e das entoadas
para iludir, beije-me com força, abrace-me e deixe-me ir...
 
    

UBER FICIAL...

Cansam-me os rasos, porém farto-me deles...
Porque dentro da superficialidade, demoro-me em mim...
momento meu sem tempo definido, espaço meu ,sem paredes ou conceitos onde digo o que quero mesmo a quem não quer ouvir pois essa sou eu mesma a quem às vezes não quero ouvir

APRECIADORES

TENTANDO DESCOBRIR...

Minha foto
NA DUALIDADE DE MINHA ALMA ANDO CONFUSA...